Gráfica
Com todas etapas prontas, páginas conferidas, depois de zilhões de revisões e mudanças, está na hora de levar o material para gráfica.
Até a impressão final são feitas várias provas, onde temos acesso aos fotolitos,
Verificamos a posição das páginas – a ordem -
Analisamos se as cores estão certas
Depois do ok de todos, é só mandar ver…
Esperamos por vocês no lançamento da HQ e durante a exposição; e também que vocês tenham gostado de acompanhar o processo de produção da hq#02… demorou.. mas está muito boa.. temos certeza de que irão gostar!! E agora vamos que vamos rumo a produção da edição #03 e esperamos que logo esteja em suas mãos também.
[]’s Cris
Editoração e Balões
Inicia então o processo de letras e balões…
Sabemos que a palavra balão deriva dos países anglo-saxónicos, “balloon” e este é o elemento principal que caracteriza a linguagem dos quadrinhos, é o espaço onde a fala ou pensamentos dos personagens são inseridos.
A relação entre as formas das linhas que delimitam os balões e a expressividade das imagens dá sentido à história. Para posicioná-los corretamente a Viviane recorre novamente ao storyboard, que já indica a posição que o balão deve ficar.
Sem contar os apontamentos que a equipe faz ao longo do processo da produção. Até mesmo porque, não via de regra, eles devem estar onde foram colocados inicialmente no storyboard; pois certamente durante o processo muita coisa muda, tanto adicionando coisas como excluindo.
Arte Final
A Cris, com a página desenhada começa então a fazer a Arte final, pra isso pegamos uma outra folha A3, uma mesa de luz, pincel e canetas nankin, e muita paciência para não errar.
A arte final é feita com uma nova folha em cima do desenho, isso é feito por várias razões, a primeira é não estragar a folha do Paulo… já penso? E a segunda e mais importante é que com uma folha nova a arte final fica mais limpa, sem sujeiras e impurezas de grafite, borracha e manchas.
Na arte final temos que dar vida ao desenho, finalizar e valorizar o desenho a lápis que o Paulo fez, pra isso faz-se um estudo pra dar volume, ritmo, movimento, equilíbrio, harmonia, luz, sombra, profundidade, suavidade, etc Às vezes até, agressividade ou serenidade.
É a arte de seguir os traços a lápis, um a um, com total precisão e fidelidade, engrossando e afinando, sem perder a característica do desenho.
Ter a mão firme é essencial, não no sentido de rigidez, mas no sentido de “precisão”.
Desenhos
Agora, a melhor parte, onde começamos a desenhar as páginas mesmo, é onde começamos a ver tudo tomar forma, criar vida e sentido, cada quadrinho deve ser considerado como um palco onde os elementos se arranjam, eles devem ser dispostos com um propósito claro.
É nesse momento que o Paulo traz a realidade ao papel, aliada à fantasia do roteiro expressando a passagem do tempo decomposto em segmentos seqüenciados = quadrinhos.
O Paulo desenha então as cenas, já definidas no storyboard contendo a estrutura com grafite azul e depois detalha com o grafite cinza.
Feito isso, a cada página que o Paulo termina passa então para Cris.
Storyboard
Com o roteiro em mãos é hora de começar a desenhar!!! Lá vem o STORYBOARD, que é um boneco da história, para isso pegamos folhas A4 e fazemos esboços de como vai ser a disposição dos quadros, a posição dos personagens.
O Storyboard serve como um mapa ilustrado contendo cenários com a ação dos personagens, representando cada situação
Os esboços são simples e sem muitos detalhes, ali definimos todos planos de ação, ângulos de visão, cenas em destaque, posição dos quadros, posição dos personagens, posição dos balões juntamente com a sua devida numeração e seqüência.